Pessoal,
Estou de volta após 3 anos no limbo e volto pra fazer uma das coisas que mais gosto nas horas vagas: escrever sobre música. Atualmente vejo muita coisa nova rolando, muitas e muitas delas ruins, mas não podemos esquecer o que de bom vem no mercado, seja no meio convencional (mídia) quanto no alternativo (pesquisas na internet e referências de amigos).
Estou aqui para passar informação, um pouco de cultura musical, questão que no Brasil hoje sempre está em falta, e estou aqui fazendo minha parte.
Vejo que o ganha pão de música hoje no Brasil são para privilegiados, seja em cima de um palco quanto para os redatores, produtores, cartolas que vivem em função dela. O mercado ainda é muito mal remunerado, já comparando com EUA e Europa, onde existem incentivos financeiros do governo mais fortes e atuantes.
Sempre quis trabalhar com música, seja no palco quanto num escritório de redação, mas desanimei principalmente com a questão financeira. Espero ainda estar vivo para ver músicos que não estejam vinculados na mídia ganhando sua grana de forma digna e plenamente sustentável, ou seja, com toda a segurança legal que um empregado com carteira possui hoje.
Estou de volta pra ficar, tentando passar novidades musicais que agradem e façam os leitores enxergarem novos estilos, dantes desconhecidos em seu universo, mas que façam parte futuramente da sua cartilha de músicas diárias.
Saudações e boa música!
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Mais pop e menos rap-metal
Uma das bandas americanas mais queridas do cenário mundial está de volta com o álbum "Minutes to Midnight" após 4 anos sem lançar trabalho inédito.Os integrantes pós turnê com a parceria de Jay-Z tocaram projetos paralelos, o mais evidente foi o do co-vocalista Mike Shinoda, que lançou o nome "Fort Minor" no mercado satisfazendo um desejo particular de explorar mais o seu lado rapper. O álbum chamado "The Rising Tied" teve como produtor executivo Jay-Z, aproveitando parceria já bem explorada com o Linkin Park, e convidados de peso como Common and John Legend. O álbum foi bem aceito pela crítica.
De volta a questão principal, a banda mantém a fórmula com baladas de peso e refrões explosivos executados pela voz estrondosa de Joseph Hahn. Uma observação: O grito que ele dá na segunda música "Given Up" da uma angústia tremenda, a garganta seca e a respiração para. O que fica evidente é que Shinoda fica um pouco mais fora de cena com suas frases "rapperas", se contentando com as guitarras.
Mesmo com as mesmas gritarias de sempre o rock está menos nervoso que nos trabalhos anteriores, evidenciando o apelo mais pop da banda para as baladas, que dominam e destacam o álbum. Os fãs não vão sentir tanta diferença porque no final é tudo farinha do mesmo saco.
Destaque para as baladas "Shadow of the Day" e "Leave out All the Rest" e as nervosas "What I've Done" e "No More Sorrow".
NOTA DO AUTOR: 3*
*1 - Ruim
2 - Razoável
3 - Bom
4 - Muito Bom
5 - Imperdível
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Ainda há esperança no hip-hop americano
Trata-se da banda Gym Class Heroes e do álbum As Cruel As School Children.Confesso que nunca tinha ouvido falar dessa banda em lugar nenhum, ainda mais com um nome estranho desses, mas eu sou do tipo de pessoa, que quando escuto uma música que "me fisga" eu me interesso logo em descobrir o resto do trabalho da banda. Foi assim com essa. Estava vendo MTV quando começou a passar o clipe do single Cupid's Chokehold, que é um remake da clássica Breakfast In America do Supertramp. Essa música, por sinal, é de um single, e não está no CD supracitado.
Ao ouvir o álbum tive uma belíssima supresa, e um som muito bem trabalhado e nada óbvio como as porcarias que representam o hip-hop atual americano: carrões, jóias ridículas, mulheres com pouca roupa e milionários idiotas que pensam que são bandidos.
O som que o GCH faz é bem mais orgânico, com muitos instrumentos, e com a batida produzida por uma bateria de verdade, ao invés de pegar tudo do computador. É o tipo de banda que consegue fazer um show de hip-hop sem ser aquela coisa triste de um DJ ao fundo, três inúteis dançando e um cantando.
As músicas fazem bastante referência ao disco dos anos 80 e ao som funky dos anos 60 e 70 com algumas pitadas de guitarras bem maneiras herdadas do rock. As letras são variadas e não falam apenas dos temas boçais que permeiam musicas de 50 Cent e cia.
Pra quem curte hip-hop, alguma coisa de Arrested Development, e como eu, estava sem ouvir nada de interessante nessa linha desde Orishas, eu recomendo, vale a pena.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Nervosinho bom

Queen of the Stone Ages já passou aqui no Brasil pelo Rock in Rio III e tornou-se por aqui bastante polêmica depois que o antigo baixista Nick Oliveri entrou no palco completamente nú, onde apenas o baixo o cobria. A partir dai, surgiu, no mínimo, uma certa curiosidade do público, e principalmente a do autor desse comentário, a conhecer mais sobre a banda.
A história em torno da banda começa quando o lider/vocalista/compositor Josh Homme abandona a banda Kyuss em 1995 e decide entrar em turnê com os amigos da banda Screaming Trees, como guitarrista base. Após a turnê, surge uma mega compilação denominada "Desert Sessions" onde Josh convida membros do Soundgarden e da própria Kyuss para participar.
Em 1997, Josh une-se o antigo baixista da Kyuss, Nick Oliveri, para formar a banda, o próprio acaba sendo peça chave para seu início e evolução, como co-compositor e co-vocalista da banda. Junto ao time entra o baterista Alfredo Hernandez e o tecladista/guitarrista Dave Catching.
A banda com o tempo vai reunindo parcerias de renome como os músicos Van Conner(Tree's), Matt Cameron (Soundgarden), Mike Johnson(Dinosaur Jr.'s) e mais tarde uma feliz parceria com Dave Grohl, do Foo Fighters, que resultou no ótimo e porque não o melhor álbum da banda: "Songs for the Deaf" (2002). Dave participa do processo criativo, assume as baquetas e sai em turnê com o QOTSA no ano seguinte.
O grupo, que não conta mais com o Nick, já possui 6 compilações, e com o trabalho novo "Era Vulgaris"(2007) tenta reafirmar o que perdeu um pouco no trabalho anterior "Lullabies to Paralyze"(2005): peso, irreverência e imprevisibilidade. Pois bem, felizmente consegue desempenhar esse papel e com a música de trabalho "Sick Sick Sick" mostra um nervosinho enjoado... enjoado de desgrudar do ouvido.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
O bom e velho Travis de volta
Pop nem sempre significa algo previsível e descartável. Depois de quatro anos sem lançar um trabalho inédito, o novo CD da banda "The Boy With No Name" (2007) nota-se que um bom apelo musical não precisa de tantos recursos e reviravoltas. Com formas simples, banjos daqui e gaitas dali fica tudo tão claro e direto como o próprio som que a banda propõe desde o inicio. Os violões sempre presentes e uma guitarra distonante deixa o CD com um clima harmonioso e romântico, fundo perfeito tanto para pombinhos apaixonados num sábado a noite quanto um escritório dentário. A musica de trabalho "Closer" mostra que esses escoceses ainda tem gás pra muitas boas surpresas e quem tiver curiosidade para assistir o clipe, com direito a Ben Stiller como diretor de supermecado, confira aqui.Travis vem de compilações regulares e um ótimo DVD "More Than Us - Live in Glasgow", lançado em 2003, que mesmo um pouco antigo, é um ótimo presente pros dias dos namorados.
Junto ao novo conceito do hiphop, o britpop é um movimento que pegou força desde o final do século e tem agradado a gregos(fãs) e troianos(gravadoras). Não é a toa que no nosso dia a dia estamos cada vez mais envolvidos por elas. Além da própria banda, em questão, outros exemplos como Oasis, Radiohead, Keane, Coldplay e Snow Patrol estão cada vez mais constantes nas rádios tupiniquins. E cá entre nós, não vemos mal nenhum nisso.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Snow Patrol, qualidade com estabilidade
Snow Patrol, banda escocesa fundada em 1997, é apresentado ao showbizz internacional através do sucesso "Open Your Eyes". Essa música veio junto com a curisiodade que todos os audiocólatras tem em saber se o album é tão bom quanto a música de sucesso, missão que grande parte das bandas atualmente famosas na mídia não conseguem cumprir devido a vários motivos, e abrindo um parênteses, o principal discuto aqui:- Contrato de gravadoras. Todas as bandas atualmente são escravas de suas gravadoras e a maioria exige um numero mínimo de músicas, que ficam entre 11 ou 14, só que a última é a mais exigida pelo alto custo do investimento que uma gravadora tem para o lançamento de um álbum. O problema vem aí, muitas bandas são "forçadas" a compor músicas para literalmente "completar o álbum". Isso peca na qualidade e originalidade de um trabalho que nem sempre reflete na inspiração de uma banda. Convenhamos, um EP com cinco boas músicas é mais interessante que um CD com cinco músicas legais e o restante arrastadas, que muitas vezes nem são tocadas pelas bandas em suas turnês. Mas isso é um discussão para muitos chopps numa mesa de bar.
Fechando os parêntes e de volta ao álbum, a banda lançou em 2006 o álbum "Eyes Open", que possui uma boa estabilidade no quesito qualidade. Além do sucesso "Open Your Eyes" já elogiado, o álbum acompanha a bela entrada roqueira de "You Are All I Have" seguida da sua irmã rítmica "Hands Open", dando uma respirada para a terceira e a mais intimista "Chasing Cars". Destaque também para a alegre "Shut Your Eyes" e os efeitos musicais de caixinha de música "You Could be Happy", que encaixou perfeitamente na melodia, muito boa por sinal.
O que posso dizer em geral do estilo? Lembra um Coldplay menos elitizado. Baixe (ou compre se preferir) e ouça que vale o ingresso!
:)
sexta-feira, 4 de maio de 2007
The Shins, o bom hippie rock de volta
The Shins é uma banda americana fundada em 97 e já tem na bagagem 3 álbuns, sendo o seu primeiro trabalho "Oh, Inverted World (2001)" já reconhecido pela mídia, através do sucesso "New Slang", mostrado ao mundo pelo filme Garden State (Hora de Voltar), onde sua trilha sonora possui várias músicas interessantes de bandas poucos conhecidas aqui no Brasil, mas que vale a pena conferir.

O mais recente álbum desta banda "Wincing the Night Away (2007)" mostra uma força criativa diferente dos álbuns anteriores, mas com a mesma fórmula de sempre: misturando elementos hippies-setentistas, instrumentos variados como flautas e banjos simetricamente encaixados e efeitos eletrônicos com a marcante voz do vocalista e guitarrista James Mercer.
O álbum já se destaca pela animada "Australia", a melodiosa "Phantom Limb", a gostosa batida de "Sealegs" e as acústicas "Red Rabbits" e "A Comet Appears".
Simplesmente um ótimo CD para qualquer ocasião.

O mais recente álbum desta banda "Wincing the Night Away (2007)" mostra uma força criativa diferente dos álbuns anteriores, mas com a mesma fórmula de sempre: misturando elementos hippies-setentistas, instrumentos variados como flautas e banjos simetricamente encaixados e efeitos eletrônicos com a marcante voz do vocalista e guitarrista James Mercer.
O álbum já se destaca pela animada "Australia", a melodiosa "Phantom Limb", a gostosa batida de "Sealegs" e as acústicas "Red Rabbits" e "A Comet Appears".
Simplesmente um ótimo CD para qualquer ocasião.
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