domingo, 3 de junho de 2012

Mais humilde e menos pop do que de costume


É pessoal, estou de volta depois de um bom e longo tempo sem escrever sobre música.

Nada melhor do que sacudir a poeira deste recinto falando de um dos meus preferidos artistas da atualidade. John Mayer voltou mais simplista e intimista do que nunca. Depois do aclamado álbum Battle Studies (2009), ele, de alguma forma, tenta retomar um pouco do espírito folk do primeiro álbum, porém menos pop do que do costume.

A primeira do novo álbum "Born and Raised" (2012) chamada "Queen of California" já demostra sua nova fase onde valoriza riffs de guitarra menos elaborados, batidas mais simples e um clima menos envolvente do que costuma ser. "Shadow Days" retrata seu momento: "Eu sou um bom homem, com um bom coração, tive tempos difíceis e um início arduo...meus dias obscuros se foram", provavelmente uma renovação de sua carreira musical e pessoal, bastante agitada por sinal.

É evidente a sua posição, ao longo do tempo, de querer se distanciar do universo pop e juntar aos seus grandes ídolos do blues. Ele tenta refletir isso na sua música da melhor forma possível. John Mayer é um dos poucos artistas da nova geração que podem se dar a esse luxo pois sabe elaborar baladas românticas tão bem quanto invocar solos de blues a nível de seus ídolos.

E por falar em ídolos, um dos seus "padrinhos" Eric Clapton já declarou em entrevistas que ele é uma das grandes promessas da música americana e não tenho nenhuma dúvida disso. Apesar de não ser um dos seus álbuns mais inspirados,  vale a pena ouvi-lo com carinho. Baladas empolgantes como "Something like Olivia" e "A Face to Call Home" valem o "ingresso" desta viagem musical ao mundo do blues, folk e uma pitada de pop.  (3 estrelas)